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TDAH, ansiedade e rendimento acadêmico: o que um estudo com neurofeedback observou em universitários

Pesquisa com universitários com TDAH identificou melhora em desatenção, hiperatividade, autoconceito, ansiedade, depressão e autoeficácia acadêmica após 16 sessões de neurofeedback. 



O TDAH costuma ser lembrado, antes de tudo, pela dificuldade de atenção. Mas, na prática, seu impacto pode ser mais amplo. Organização, hiperatividade, ansiedade, autoconceito e confiança para sustentar o rendimento acadêmico e o dia a dia também entram nessa equação.    


Esse cenário aparece com clareza em uma pesquisa de doutorado conduzida por Shaywanna Harris, na University of Central Florida, em 2017. O estudo observou estudantes universitários com TDAH ao longo de um processo de neurofeedback e buscou identificar mudanças em áreas que afetam diretamente a vida acadêmica e emocional.  


A pesquisa acompanhou 11 universitários com TDAH, submetidos a 16 sessões de neurofeedback, com avaliações em quatro momentos do processo. Foram observados os seguintes construtos: desatenção, hiperatividade, impulsividade, autoconceito, depressão, ansiedade e autoeficácia acadêmica.    


Segundo o resumo do trabalho, houve redução significativa nos escores de desatenção, hiperatividade, autoconceito, depressão e ansiedade ao longo da intervenção. O estudo também identificou aumento significativo da autoeficácia acadêmica.  


Na discussão dos resultados, a autora reforça essa leitura: após as 16 sessões, os participantes relataram diminuição significativa de desatenção, hiperatividade, autoconceito negativo, depressão e ansiedade. A autoeficácia acadêmica também aumentou de forma significativa ao longo do tempo. Já a impulsividade foi o único construto sem mudança significativa identificada.  


Esse tipo de resultado amplia a forma de olhar para o TDAH. Não se trata apenas de prestar mais atenção. Quando uma pesquisa observa mudança também em ansiedade, depressão, autoconceito e autoeficácia acadêmica, ela toca em aspectos muito concretos da vida real: como a pessoa se sente, como se organiza e quanto acredita na própria capacidade de sustentar tarefas e desempenho.    


No contexto universitário, isso é especialmente importante. O próprio estudo destaca que estudantes com TDAH estão mais expostos a dificuldades acadêmicas, ansiedade, depressão e baixa autoeficácia, além de poderem enfrentar barreiras ligadas ao uso e à adesão a medicamentos, por causa de efeitos adversos. Nesse cenário, o neurofeedback foi apresentado como uma alternativa não invasiva e sem uso de medicação, com potencial de apoio em diferentes frentes do funcionamento diário.    


Na Equilíbrio da Mente, essa discussão encontra ressonância prática nos atendimentos conduzidos com NeurOptimal®. O valor desse estudo está em oferecer base para uma conversa mais objetiva: quando a mente ganha melhores condições para funcionar, o dia a dia também pode mudar, com mais atenção, mais organização e mais estabilidade.  


Na prática, os clientes da Equilíbrio da Mente, atendidos por nossa trainer certificada e psicóloga Tatiana Zaffari, também têm apresentado melhora com NeurOptimal®. Isso fortalece a compreensão de que o tema não diz respeito apenas à atenção isolada, mas a um conjunto de fatores que impactam a experiência acadêmica, profissional e pessoal.


Um dos pontos mais interessantes da pesquisa é justamente não ter se limitado aos sintomas centrais do TDAH. Ao observar também ansiedade, depressão, autoconceito e autoeficácia acadêmica, o estudo ajuda a mostrar que o funcionamento mental é mais amplo do que um único sintoma. Em muitos casos, a dificuldade está em sustentar constância, organização, estabilidade e percepção de capacidade diante das exigências do cotidiano.    


Como toda pesquisa, esta também tem limites. O estudo trabalhou com um grupo pequeno, de 11 participantes, em desenho quase experimental e com um único grupo ao longo do tempo. Ainda assim, os resultados são relevantes porque apontam uma direção consistente e ampliam a discussão sobre neurofeedback em adultos jovens com TDAH, especialmente no contexto universitário.    


Na Equilíbrio da Mente, pessoas interessadas em compreender como o Neurofeedback Dinâmico NeurOptimal® pode apoiar processos de reorganização cerebral, desenvolvimento de autorregulação e retomada de equilíbrio podem conversar com nossa trainer certificada e psicóloga Tatiana Zaffari. Muitas vezes, uma orientação acolhedora já abre um caminho valioso para perceber novas possibilidades de fortalecimento interno. Telefone e WhatsApp: (51) 98184-3545.



Estudo citado: Dissertação de doutorado de Shaywanna Harris, da University of Central Florida, intitulada An Investigation of the Effects of Neurofeedback Training on Attention Deficit-Hyperactivity Disorder (ADHD) Symptoms, Depression, Anxiety, and Academic Self-Efficacy in College Students

 
 
 

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